Jovem pesquisadora do LaQuiProN é destaque no PIBIC Verão e realiza intercâmbio científico no CMABio da Universidade do Estado do Amazônas

A jovem pesquisadora Rayane Correa Souza, integrante do Laboratório de Química de Produtos Naturais (LaQuiProN) da Universidade do Estado do Pará (UEPA), foi reconhecida como Destaque do PIBIC Verão por seu estudo envolvendo o breu-branco (Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand), uma espécie amazônica conhecida pelo potencial químico e pelas diversas aplicações tradicionais.

Como parte de sua trajetória de formação científica, Rayane está realizando duas semanas de atividades acadêmicas no Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos (CMABio), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sob supervisão do professor Dr. Hector Koolen. O intercâmbio integra uma iniciativa de cooperação entre laboratórios amazônicos que busca fortalecer a pesquisa em produtos naturais e ampliar o compartilhamento de infraestrutura científica de alto nível.

Segundo a pesquisadora, a escolha pelo CMABio ocorreu devido à excelência do laboratório e à referência do grupo em análises químicas avançadas, especialmente na área de caracterização de metabólitos de espécies amazônicas.. Durante a primeira semana de atividades, Rayane já teve contato com diferentes técnicas clássicas e modernas utilizadas na química de produtos naturais. Entre as práticas realizadas estão cromatografia em placa delgada (CCD), uso de placas preparativas para isolamento de compostos, além do empacotamento de colunas cromatográficas, etapas fundamentais no processo de separação e purificação de metabólitos presentes em extratos vegetais.

Além das técnicas experimentais, a pesquisadora também teve a oportunidade de conhecer ferramentas computacionais utilizadas na interpretação de dados analíticos, incluindo softwares especializados para análise de extratos químicos, como o Freestyle, amplamente empregado no tratamento de dados provenientes de espectrometria de massas. Nas próximas etapas do intercâmbio, Rayane também está aprendendo a utilizar cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (LC-MS), uma das ferramentas mais avançadas para identificação de compostos químicos presentes em espécies vegetais.


Para a jovem cientista, a experiência tem sido fundamental para ampliar sua formação acadêmica.
“A oportunidade de estar no CMABio é muito importante para minha formação, porque fortalece a pesquisa em rede entre laboratórios da Amazônia e permite o contato direto com técnicas analíticas avançadas. Também estou buscando aprimorar minhas habilidades e adquirir novas experiências na área de espectrometria de massas”, destaca a pesquisadora.

A iniciativa também reforça a importância da pesquisa em rede para o avanço da ciência na Amazônia, permitindo integrar infraestrutura científica de ponta, pesquisadores qualificados e diferentes linhas de investigação voltadas ao estudo da biodiversidade regional. Nesse contexto, o Centro Transdisciplinar de Bioprospecção, Autenticação e Geração de Bioprodutos de Plantas Aromáticas da Amazônia (CTBBioprod) desempenha um papel estratégico ao promover a articulação entre laboratórios e instituições de pesquisa, ampliando o acesso a equipamentos avançados e fortalecendo colaborações científicas. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Pablo Luis Baía Figueiredo, que atua na consolidação dessas parcerias voltadas ao estudo químico de espécies amazônicas e ao desenvolvimento de pesquisas que valorizem a biodiversidade da região.

O intercâmbio no CMABio também representa um importante passo para o fortalecimento das redes de colaboração científica na Amazônia, permitindo que estudantes e pesquisadores compartilhem conhecimentos, metodologias e infraestrutura entre diferentes instituições da região.
A experiência está permitindo à pesquisadora ampliar habilidades laboratoriais, aprender novos métodos analíticos e fortalecer a colaboração entre pesquisadores amazônicos, contribuindo para o avanço das investigações sobre a composição química de espécies da biodiversidade regional. Iniciativas como essa demonstram como a integração entre laboratórios e centros de pesquisa da Amazônia pode impulsionar a formação de novos cientistas e gerar conhecimento estratégico sobre a biodiversidade da região.
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Texto: Henrique Gomes (ADC 1C – CNPq). | Fotos: Rayane Souza (ITI A – CNPq)
