Colaboração entre laboratórios da UEPA e UEA impulsiona a identificação de compostos bioativos de frutos e folhas do Pará e do Marajó por meio de tecnologias avançadas de análise química por LC-MS orbitrap.
Uma nova parceria científica entre o Centro Transdisciplinar de Bioprospecção e autenticação de plantas aromáticas da Amazônia (CTBBioprod), o Laboratório de Química de Produtos Naturais (LaQuiProN) da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e o Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos (CMABio) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) vem ampliando as fronteiras do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica.

Sob a orientação do professor Dr. Pablo Figueiredo, o doutorando Raphael Oliveira de Figueiredo foi até Manaus, onde, no laboratório do professor Dr. Hector Kooleman, foi realizado um treinamento de equipamento em conjunto com análises químicas avançadas de extratos obtidos a partir de frutos e folhas de plantas coletadas em diferentes regiões do Marajó e do Pará.

A parceria possibilitou o uso de tecnologias de ponta, como o cromatógrafo líquido acoplado à espectrometria de massas (LC-MS orbitrap), equipamento fundamental para identificar e caracterizar os compostos químicos presentes nas amostras vegetais. Segundo Raphael, “o LC-MS orbitrap permite desvendar o perfil químico das espécies, auxiliando na compreensão de seu potencial biotecnológico e farmacológico”.


Além do domínio técnico sobre o equipamento, os pesquisadores também destacam a importância da familiarização com os softwares de aquisição e interpretação de dados, que tornam possível o reconhecimento das moléculas e sua relação com propriedades biológicas. “Não estamos apenas operando o equipamento, mas aprendendo a interpretar as informações que ele gera, isso é o que transforma dados em conhecimento científico”, reforçou Raphael.
O professor Dr. Pablo Luis Baía Figueiredo destacou a relevância dessa cooperação entre laboratórios amazônicos, ressaltando que “é fundamental trabalhar esses pontos, pois ainda existem muitos entraves para o avanço da pesquisa na Amazônia. Quando atuamos em rede com outros grupos e pesquisadores da região, fortalecemos todo o ecossistema científico, criamos soluções locais e promovemos autonomia tecnológica dentro da própria Amazônia”.


Essa ação integra os esforços da Rede Aromáticas, iniciativa que busca valorizar os recursos naturais amazônicos e fomentar a pesquisa aplicada à biodiversidade, promovendo inovação, sustentabilidade e formação científica de excelência.
📍 Parceria entre ciência, tecnologia e biodiversidade amazônica
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